Associação Gaúcha de Pet Shops
do Rio Grande do Sul

Mercado pet cresceu 16% e faturou R$ 14,2 bilhões em 2012

Números de cães e gatos também aumentaram e criação de aves é tendência

Por Rafael Farias Teixeira

O mercado pet brasileiro faturou R$ 14,2 bilhões em 2012, segundo números divulgados hoje (28/2) pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Isso mantém o país em segundo lugar no mercado mundial, junto com o Japão, representando, cada um, 8%. Os Estados Unidos estão na liderança, com uma participação de 30%.

A maior fonte de receita desse mercado no Brasil está na vendas de alimentos, que representa 68,5%. Em seguida, fica o setor de serviços, com 16,2%. Os serviços registraram o maior crescimento em relação a 2011, com 17,29%. Todos os setores, desconsiderando os criadouros de animais, geraram 224.570 empregos diretos.

No Brasil, há cerca de 30 a 40 mil pet shops e a venda de alimentos ainda é impulsionada pelas classes C e D. O mercado de luxo impulsiona a parte de serviços e acessórios, exigindo alternativas de maior qualidade e complexidade.

Outro forte crescimento no mercado brasileiro foi o das exportações, que tiveram alta de 11,7% em relação a 2011. Já as importações tiveram uma queda de aproximadamente 60% no mesmo período. “Os alimentos ainda respondem por boa parte das exportações, principalmente os snacks, com alto valor agregado”, afirma José Edson Galvão de França, presidente-executivo da Abinpet.

Em número de animais de estimação, o Brasil fica em quarto lugar no mundo, com 37,1 milhões de cães, 26,5 milhões de peixes, 21,3 milhões de gatos, 19,1 milhões de aves e 2,7 milhões de outros animais. O número de felinos apresentou o maior crescimento, de 8,1%. Para França e a associação, isso reflete a forma de viver dos brasileiros que moram em cidades grandes. Eles buscam animais que possam viver em espaços menores e sejam mais independentes.

França enfatiza também a possibilidade de crescimento do mercado de aves. “Por enquanto, as políticas governamentais não estimulam a criação desse tipo de animal”, afirma. “Mas com maior regularização e ajuda do próprio IBAMA, esse é o setor que promete a maior expansão.”

Impostos
Para a associação, a carga tributária ainda é o maior entrave para o crescimento do mercado pet. “Como o animal de estimação ainda é visto como um gasto supérfluo, a carga tributária é muito discrepante em relação a outras áreas da produção agropecuária”, diz França. O Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), por exemplo, não é aplicado a produtos pecuários e alimento humano básico. Em alimentos para animais de estimação, porém, ele chega a 10%.

Segundo pesquisas da associação, a carga tributária total aplicada aos produtos pet é de 49,9%. Na Europa ela fica em 18,5% e nos Estados Unidos é de 7%.

 

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